Masi Agricola

Itália / Vêneto e Friuli

Ano de criação: 1772

Acesse: http://masi.it/


O Amarone como conhecemos atualmente – um tinto denso, quase mastigável, com camadas de aromas e sabores, extremamente sedutor –, além de outros vinhos desejados da região do Vêneto, como o Ripasso, só existem assim, do jeito que tanto gostamos, graças à Masi Agricola. Essa vinícola, com raízes no final do século XVIII, é uma das grandes referências do vinho vêneto, não apenas pela altíssima qualidade de seus exemplares, mas também por liderar a inovação na região, sem descuidar do legado de seus ancestrais. O Gambero Rosso, provavelmente a mais respeitada publicação de vinhos italianos, chama Masi de “grife”. É, de fato, um clássico que não sai de moda.

A Masi Agricola surgiu em 1772, quando a família Boscaini – que até hoje comanda os destinos da empresa – adquiriu um pequeno vale em Verona, na zona de Valpolicella Classico, chamado “Vaio dei Masi”, a inspiração para o nome da vinícola. Ao longo dos séculos, outros vinhedos selecionados aos pés das montanhas e em encostas até 400 metros de altitude, em diferentes áreas do Vêneto – ao redor de Verona e em Valpolicella Classico, Bardolino Classico e Soave Classico –, e também além fronteiras, em Friuli e Trentino, juntaram-se ao patrimônio da empresa. Uma condição sine qua non que norteou as escolhas da Masi foi a preservação de variedades de uvas nativas: Corvina, Rondinella, Molinara, Garganega, Trebbiano di Soave e Oseleta são algumas delas.

Masi possui ainda seis “crus”, que são vinhedos com características únicas: Campolongo di Torbe, um lugar histórico, célebre desde o século XII, que origina um refinado Amarone de mesmo nome; Mazzano, que produz um Amarone mais austero; e Vaio Mezzanella, berço de um complexo e raro Recioto, elaborado em quantidade muito limitada. Dois outros “crus” – o Vaio Armaron, que origina um Amarone famoso pela potência e complexidade; e o Casal dei Rochi, que resulta num perfumado Recioto – são geridos desde 1973 pela Masi em parceria com os originais proprietários, ninguém menos que os descendentes do poeta Dante Alighieri. Um último “cru”, Fojaneghe, localizado na região de Trentino, também é fruto de uma parceria que se iniciou em 2007, desta vez com os Condes Bossi Fedrigotti.

Expressão do Triveneto

Em sua expansão pelos arredores, com o objetivo de se tornar a autêntica expressão dos territórios vitivinícolas do Triveneto (Três Venezas, que engloba o Vêneto, Trentino-Alto Adige e Friuli-Venezia Giulia), a Masi chegou também à região vizinha de Friuli, no extremo nordeste da Itália. Ali, sua propriedade Stra’ del Milione faz referência a uma das principais rotas históricas entre Veneza e o Oriente e nela elaboram-se três vinhos considerados “Supervenetian”: Grandarella, um tinto encorpado produzido com uvas semi-desidratadas; Rosa dei Masi, um rosé frutado e cheio de vida, resultado da típica cepa Refosco; e o branco Masianco, um interessante corte de Pinot Grigio e Verduzzo.

Especialista em Amarone

A sexta e a sétima gerações da família estão à frente dos negócios, sendo Sandro Boscaini o presidente da empresa desde 1978. Ele é considerado uma das mais ilustres personalidades do vinho italiano na atualidade e foi responsável por imprimir um novo estilo de gestão que valoriza o trabalho em equipe.

Em meados de 1980, Sandro Boscaini criou o Grupo Técnico Masi (GTM), que consiste em um time de experts em várias áreas – enologia, viticultura, análises químicas, marketing… –, para desenvolver programas de controle de qualidade e de pesquisa. O GTM tem à disposição um vinhedo experimental plantado com 48 diferentes variedades nativas do Vêneto, com as quais são realizadas microvinificações em uma adega moderna, exclusivamente dedicada às pesquisas. De tão relevante, esse projeto conta com a colaboração do Departamento de Viticultura e Enologia da Universidade de Milão.

Outra linha de pesquisa de grande importância do GTM é o chamado NASA  (Natural Appassimento Super Assisted), um sistema inovador desenvolvido pela Masi nos anos 1990 para assegurar um perfeito processo de desidratação das uvas (appassimento) que darão origem ao Amarone e ao doce Recioto. Por meio de revisões dos parâmetros registrados em três das melhores safras da região – 1988, 1990 e 1995 –, além de 1991, que foi uma colheita dentro da média, a Masi determinou os valores adequados de temperatura, umidade, ventilação e peso dos bagos a serem mantidos nos lofts de appassimento. O sistema entra em funcionamento quando as condições climáticas são desfavoráveis ou existe o risco de dano ao appassimento, especialmente no caso de muita chuva e nevoeiro. As pesquisas do GTM são tão inovadoras para o setor do vinho que todos os anos seus experts realizam um seminário técnico durante a Vinitaly, o mais concorrido evento de vinhos italianos.

Com esse espírito visionário e com base em muitas pesquisas, a Masi modernizou o Amarone, elaborando-o em um estilo mais moderno que, consequentemente, conquistou uma legião de fãs em todo o mundo. Masi é, atualmente, líder na produção de Amarone – possui uma linha extensa de opções dentro dessa categoria e exporta para mais de 90 países. E ainda é responsável por ter lançado, ao criar o Campofiorin em 1964, uma nova categoria de vinho vêneto, que hoje é um sucesso internacional. “Seleção infalível e técnicas engenhosas fizeram da Masi um tesouro de vinhos de Verona”, nas palavras de um dos mais respeitados críticos do mundo, o britânico Hugh Johnson, em seu “Wine Companion” (1984).

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