• Chateau Dereszla

Chateau Dereszla

Em qualquer ranking sério de vinhos doces, os exemplares de Tokaj, nordeste da Hungria, estão entre os primeiros colocados. Produzidos desde o século 17 a partir de uvas botritizadas, ou seja, atacadas pelo fungo Botrytis cinerea que é capaz de concentrar açúcar sem prejudicar os aromas, os Tokaji Aszú são uma verdadeira preciosidade. Imagine que é preciso uma videira inteira para elaborar uma única taça do néctar! Conta-se que garrafas desse vinho ficavam ao lado da cama dos czares russos que consideravam a bebida uma poção mágica de saúde.

Após a Segunda Grande Guerra, durante o comunismo, o cultuado vinho perdeu sua glória, pois a maior parte das propriedades passou a fornecer uvas para as cooperativas estatais. Com a queda do regime comunista e a chegada de investidores estrangeiros, Tokaj renasceu.

Em 2000, o histórico Château Dereszla foi adquirido pela família d’Aulan, de Champagne, que recuperou os edifícios e modernizou a linha de produção. Os vinhedos estão localizados em diferentes terroirs da região e exibem videiras de uvas autóctones com idade entre 5 e 50 anos, plantadas em solo vulcânico e de loesse. Elas fornecem a matéria-prima para vários estilos de vinhos, desde brancos secos até os cultuados doces Aszú e Eszencia, todos elaborados sob a batuta da talentosa enóloga Bai Edit.

“O Tokaji foi o primeiro vinho do qual se sabe ao certo que foi feito com uvas botritizadas ou ‘nobremente apodrecidas’, mais de um século antes que o vinho do Reno e talvez dois antes do Sauternes” Atlas Mundial do Vinho

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