• Emilio Moro

Emilio Moro

Espanha
Ano de criação:
1932
Enólogo:
José Moro

Emilio Moro escolheu sua terra natal, Pesquera de Duero, no coração da cultuada região de Ribera del Duero, para inaugurar seu projeto vitivinícola. Seu filho, também chamado Emilio Moro, era extremamente observador e tinha a mania de selecionar as melhores cepas Tinto Fino de seus vinhedos para, depois, enxertá-las em novas videiras. Assim fazia, por instinto, sua seleção clonal.

Durante muitas décadas a produção familiar foi vendida a terceiros, até que em 1989, o enólogo José Moro, terceira geração da família, decidiu comercializar os próprios vinhos, todos à base de Tinto Fino – mas uma Tinto Fino diferente, lapidada segundo o rigor de seu pai. Essa cepa ocupa cerca de 200 hectares de vinhedos com idade entre 25 e 90 anos, localizados em altitudes de 750 a 1.000 metros. As vinhas velhas e o terroir privilegiado – com inverno muito frio e longo, primavera fresca e chuvosa e verão escaldante e com grande amplitude térmica –, são prerrogativas para a elaboração de vinhos de alta gama.

Outra inovação de José Moro foi incorporar barricas francesas à maturação dos vinhos, em 1998. Dois anos depois, inaugurou uma moderna bodega com salas climatizadas e capacidade para 4.000 barricas. Com foco absoluto em qualidade e grande respeito pelo meio ambiente, José Moro decidiu abolir os termos Crianza, Reserva e Gran Reserva tão comuns nos rótulos espanhóis, preferindo ter liberdade para talhar vinhos de personalidade única. Seu portfólio é composto de tintos robustos, estruturados, de identidade própria – excelentes exemplares de Tinto Fino de Ribera del Duero.

O Malleolus de Valderramiro foi criado em 2000 a partir do vinhedo mais antigo da família, o Valderramiro, plantado em 1924 em solo predominantemente argiloso. Em pouco tempo, despontou entre os mais elogiados tintos espanhóis, sendo chamado de “candidato à perfeição” por Robert Parker. O Malleolus de Sanchomartín começou a ser produzido em 2002 com uvas de outro vinhedo dos Moro, o Sanchomartín, plantado em 1944. Neste, o solo é rico em calcário, a exposição é a norte e a altitude, superior. Estas características fazem do Malleolus de Sanchomartín um tinto cheio de elegância, reconhecido pela Wine Spectator como “um dos vinhos de topo da Espanha”. O Clon de La Familia, produzido em quantidade limitada a 1.000 garrafas e apenas em safras excepcionais, representa a filosofia dessa casa. Já o Emilio Moro é o “cartão de visita” do produtor, “um tinto bem talhado, que oferece prazer desde jovem”, segundo o crítico Neal Martin.

“Uma das melhores bodegas de Ribera del Duero”
Robert Parker

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