• Bacalhôa Vinhos de Portugal

Bacalhôa Vinhos de Portugal

Esta propriedade é uma das grandes atrações da Península de Setúbal, região vizinha à Lisboa, que se alcança pela emblemática ponte 25 de Abril. Localizada na pitoresca Vila Nogueira de Azeitão (nome de um famoso e irresistível queijo português), a Quinta da Bacalhôa tem uma história “com pedigree”. Classificada Monumento Nacional, em 1910, é considerada a mais bela quinta da primeira metade do século XV. Pertenceu à Casa Real Portuguesa e ostenta um Palácio renascentista, com influência dos estilos italiano, indiano e mourisco; além de lindos jardins e pomar, e verdadeiras relíquias, especialmente a coleção de azulejos dos séculos XV e XVI.

Conta-se que o nome Quinta da Bacalhôa data do final do século XVI, quando a propriedade pertencera a D. Jerónimo Manuel, conhecido como “Bacalhau”. “É muito provável que o nome ‘Bacalhôa’, pelo qual veio a ficar conhecida a antiga Quinta de Vila Fresca, em Azeitão, se deva ao fato de a mulher de D. Jerónimo Manuel ser designada da mesma forma sarcástica”, segundo o site da Bacalhôa Vinhos de Portugal.

Em 1936, a propriedade foi adquirida pela norteamericana Orlena Scoville, que a restaurou e deu início a um novo capítulo da sua história. Seu neto, Thomas Scoville, tornou esta quinta um marco também no mundo dos vinhos. Em 1972, plantou 14 hectares com três cepas tintas protagonistas de Bordeaux: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, que se deram muito bem no solo argilo calcário e clima ameno e com influência marítima. Na safra 1979, surgia ali o primeiro vinho tinto de Cabernet Sauvignon do país, que leva o nome Quinta da Bacalhôa e, até hoje, é um absoluto sucesso. Atualmente, a Quinta da Bacalhôa pertence à Fundação Berardo, do comendador José Berardo.

SEDE: Adega e Museu

A 2,6 quilômetros da Quinta da Bacalhôa, o empresário José Berardo instalou, em 1997, a sede da Bacalhôa Vinhos de Portugal, que funciona também como adega de vinificação para todas as propriedades localizadas na Península de Setúbal pertencentes ao grupo (Quinta da Bacalhôa, Catarina, Frades e Casais da Serra), e como museu. Trata-se de um edifício moderno, em formato hexagonal e envidraçado, que abriga não só alguns dos melhores vinhos da região, entre eles o tinto Palácio da Bacalhôa, o tinto e o branco Quinta da Bacalhôa e o inigualável Moscatel de Setúbal, mas também uma coleção de arte que vale a pena descobrir. A visita percorre as exposições de obras africanas, de art nouveau e art deco, e da azulejaria portuguesa do século XVI ao XX; além de oferecer uma degustação dos vinhos da casa. Ela acontece numa sala especial, com vista para o Jardim Japonês, que é enfeitado com parte do espólio do famoso escultor Nizuma e exibe a árvore Kaki, bisneta da única árvore sobrevivente à bomba de Nagasaki.

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